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Eu e os treinos, os treinos e eu

  • Maio 21, 2018

E o prazer de treinar.

A minha relação com os treinos já teve altos e baixos. Na primária (sim, porque é normalmente aí que se inicia a nossa actividade física), adorava as aulas de Educação Física. Era uma hora à Terça-feira que não estava dentro da sala de aula, que não tinha de fazer contas ou estar a fazer ditados. Ou trabalhos manuais, que até hoje, adoro (ou não). 

Passei para o 5º ano, e desde aí até ao 9º as desculpas para não fazer estas aulas eram muitas. As mesmas que tantas miúdas: estou com a menstruação, dói-me a barriga, tenho dor de cabeça ou simplesmente esqueci-me do material em casa. Depois aí pelo 7º, tinha um professor que nos queria obrigar a tomar banho na escola e eu achava que não fazia sentido. Era a minha última aula antes do almoço e eu almoçava sempre em casa. Ainda passei a odiar mais. 

Aí pelo meio pratiquei ballet, andebol, karaté, natação e cheguei a fazer vela. Nunca me foquei apenas num só desporto. Nem me federei em nada. Sempre achei que estava bem. Era magra (pesei 45kg durante mais de 10 anos) e não me livrei dos gozos dos colegas que me chamavam: modelo, betty spaguetti, vassoura e por aí fora. Nunca me importei, afinal de contas eu gostava de ser magra. E sabia que tinha uma alimentação e vida saudável. Vou ao médico regularmente e sempre me disse que estava tudo bem. 

Chegada ao 10º ano as coisas começaram a mudar. Não que eu tivesse engordado (continuava nos 45kg) mas os professores que tive, que me motivavam e a vontade de ficar para além de magra, definida, ajudaram. Lembro-me de ter tido um 16 ou 17 a Educação Física e dar saltos de contente. Foi o professor Bruno (que é agora um amigo) que me deu. E nem sabem a motivação que isso pode dar a alguém. 

No primeiro ano da faculdade não fiz nada. A habituação a um novo local, longe, com todas as responsabilidades que isso acarreta não permitiram. No meu 2º ano de faculdade mas 1º ano em Educação Básica em Beja comecei a namorar com o Rafa, um miúdo que estava a estudar desporto. E aí começou de novo o bichinho. O Rafa tinha ginásio em casa, Beja tinha imensos pontos com bicicletas e instrumentos perfeitos para fazer exercício. Saía cedo das aulas e treinava algumas vezes por semana. Quando chovia os treinos eram em casa, ele era o meu PT privado. ☺

Em Tavira nas férias de verão (sim, eu ia à praia mas também treinava), estive num ginásio. Adorava. Foi aí que conheci o João Mestre, o meu instrutor do SLife. A maior parte dos dias eu só queria falar, falar e falar. E o João arranjou uma estratégia para eu treinar. Obrigada, João. ☺ 

Dois anos depois vim para Lisboa (este ano já faz 3 anos), e em Lisboa não podia mesmo ficar parada. Aqui há tudo e mais alguma coisa ao acesso de qualquer um. Estive num ginásio algum tempo mas não me sentia 100% confortável. Acabei por mudar de casa e deixar esse espaço. 

Com o prof. Nélson, depois de uma aula duríssima de Burn It.

Até que em Abril deste ano tudo mudou. Ter ficado sem namorado ajudou-me a perceber muita coisa. E uma delas (a mais importante), que devia cuidar mais de mim. Eu importo mais do que qualquer outra pessoa. E treinar voltou a ser um objectivo para ontem. E foi aí que conheci o Vivafit, um ginásio só para mulheres muito focado em aulas de grupo (com a particularidade de serem construídas por especialistas no corpo feminino), Personal Training e Nutrição. É claro que comecei a frequentar o de Benfica que fica nem a 5 minutos a pé de minha casa. É a combinação perfeita. 🙂 E depois de um dia de trabalho não há (quase) nada que me saiba tão bem como ir gastar a minha energia.

E assim, se ganha novo alento. E sim, um ginásio e as pessoas que o frequentam podem ajudar e muito. Está a ser uma terapia e das boas! O tempo que passo por lá a treinar não penso em mais nada. Apenas que eu sou o melhor de mim. 

Nos próximos posts irei falar-vos da consulta de nutrição, do meu novo plano alimentar, como são as aulas, com que frequência vou e tantas coisas boas que tenho para vos contar. 

A nossa saúde é o mais importante! 

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